O homem e sua amada

E lá está ele
Envolto nos aconchegantes seios.        [de sua amada]
Tentando embalar-se
Em cada esquina de seu abraço
Quão precioso são seus braços, ó doce senhora

E o rio corre
Beira a floresta tão finita pelos homens
Onde estão os homens?
Em cada buraco
Em cada tronco
Em cada machado
Em cada lágrima de sua mãe e irmã floresta, senhora

Onde estão os animais?
Muitos ao céu.
Qual céu?
Pois o do homem não existe
Foi corroído pela ignorância

E lá está ele
Já não é tão feliz assim
Já não tem mais a sua amada
Pois seus braços já secaram
Ela não é mais como antes
Quão precioso são seus braços, ó doce senhora

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