Eu ora Outro
As vezes sinto que vou sucumbir a um vazio eterno. Sinto como se tivesse nadadeiras e mesmo sabendo como as usar, Questiono. Por que nadadeiras? Será que sou tão individualista a ponto de querer que o mundo me sirva, que se prostre sem reclamar, sem questionar ou tão pouco titubear no olhar. Medo. Insônia ou sono suficiente que me faz não querer voltar a realidade. E quando volto? As conversas não duram? Quem as cortou? Quem decidiu que deveriam parar? De onde vem esse comando que já não o conheço ou reconheço, Recomeço? Verso meu reverso Em que texto do contexto converso, Convexo? Complexo? Ou perplexo? Simplesmente sem nexo. Contesto sob protesto meu universo. Que mesquinharia, gritam as vozes. Mas com quem ei de negociar Se não existe aquele que suporta e comporta aquilo que existe Existo. Para quem? No que? De quem? Suprir ou suprimir? É a metonímia do Eu ora Outro.